Óleo Lubrificante Usado (OLUC): entenda as obrigações do gerador

Toda empresa que troca óleo lubrificante, seja uma oficina, transportadora, indústria ou empresa com frota própria, passa a gerar um resíduo que exige cuidados específicos: o Óleo Lubrificante Usado ou Contaminado (OLUC).
Há mais de três décadas, a Filtroamb atua na gestão de resíduos e na proteção dos recursos naturais, ajudando empresas a dar o destino adequado a materiais que exigem controle ambiental. Entre esses resíduos está o OLUC, cuja coleta e destinação seguem regras específicas.
No Brasil, a gestão desse resíduo envolve obrigações ambientais e regulatórias, com participação de diferentes órgãos, como ANP, IBAMA e órgãos ambientais estaduais.
Mas, afinal, o que é OLUC? O que a legislação determina? Quem pode realizar a coleta? E qual é o papel da ANP nesse processo?
Neste post, vamos explicar de forma simples como funciona a geração, armazenamento, coleta e destinação do OLUC, além das principais responsabilidades de quem gera esse resíduo.
O que é o OLUC?
OLUC é a sigla para Óleo Lubrificante Usado ou Contaminado. Depois de cumprir sua função em motores, máquinas e equipamentos industriais, esse óleo se torna um resíduo perigoso (Classe I), devendo ser descartado adequadamente por meio de sistemas estruturados de logística reversa.
O risco ambiental é enorme: um único litro de óleo descartado incorretamente tem potencial para contaminar milhares de litros de água, além de causar danos severos ao solo, à fauna, à flora e à saúde humana.
Atenção: Segundo a Resolução CONAMA nº 362/2005, o OLUC não pode, em hipótese alguma, ser descartado no solo, na rede pública de esgoto, em cursos d'água, no lixo comum, nem queimado de forma irregular.
A legislação: CONAMA 362/2005 e a PNRS
A principal norma específica sobre o OLUC no Brasil é a Resolução CONAMA nº 362/2005, que estabelece diretrizes para o recolhimento, coleta e destinação ambientalmente adequadas do óleo lubrificante usado ou contaminado.
Um dos pilares da resolução é a prioridade absoluta da destinação: o OLUC deve ser obrigatoriamente destinado ao rerrefino, processo industrial tecnológico que purifica e transforma o óleo usado novamente em óleo básico lubrificante, permitindo sua reinserção na cadeia produtiva em economia circular.
A resolução também estabelece responsabilidades compartilhadas para os diferentes integrantes da cadeia:
- Produtores e importadores
- Revendedores e distribuidores
- Geradores (oficinas, garagens, frotas, indústrias)
- Coletores autorizados
- Rerrefinadores
Além dos requisitos rígidos para cada elo, a gestão do OLUC está integrada às diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS – Lei nº 12.305/2010), que consagra os princípios da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos e da garantia de destinação ambientalmente adequada.
Na prática, isso significa que a responsabilidade da empresa geradora não termina no momento em que o óleo é drenado do veículo ou equipamento. É mandatório assegurar que o resíduo seja armazenado com segurança, coletado por empresa devidamente credenciada e encaminhado para rerrefinador autorizado.
Como funciona a coleta na prática
A logística reversa do OLUC obedece a um fluxo técnico e regulado, com atribuições bem delimitadas:

1. O Gerador
Oficinas, indústrias, postos de combustíveis, transportadoras e frotistas devem:
- Armazenar o OLUC em recipientes estanques, compatíveis e devidamente identificados, evitando vazamentos e contaminações no solo;
- Manter o óleo lubrificante usado separado de outros resíduos (como água, solventes, combustíveis ou panos);
- Disponibilizar o material exclusivamente para coletores credenciados perante os órgãos reguladores.
2. O Coletor
O coletor é a pessoa jurídica formalmente autorizada pela ANP para o exercício da atividade de coleta de OLUC, atendendo a todos os requisitos da Resolução ANP nº 943/2023.
- Realiza o transporte especializado com veículos e equipamentos apropriados;
- Encaminha 100% da carga coletada a uma refinaria ou planta de rerrefino licenciada;
- Emite obrigatoriamente no ato da coleta o Certificado de Coleta de Óleo (CCO) e o MTR (Manifesto de Transporte de Resíduos), comprovando a regularidade fiscal e ambiental da operação junto ao gerador.
3. O Rerrefinador
O rerrefinador recebe a carga do coletor autorizado e submete o óleo a processos físico-químicos industriais de rerrefino. Com isso, os contaminantes e aditivos degradados são removidos, transformando o resíduo novamente em óleo mineral básico de alta qualidade para novos lubrificantes.
Esse ciclo fecha a cadeia com sustentabilidade real, impedindo a poluição e reduzindo a necessidade de importação de matéria-prima fóssil.
E onde entra a ANP?
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) é o órgão regulador federal encarregado de normatizar, autorizar e fiscalizar as atividades da indústria de petróleo e biocombustíveis no país, incluindo toda a cadeia de lubrificantes.
Entre as principais regulamentações vigentes, destacam-se:
- Resolução ANP nº 943/2023: regulamenta a autorização e as regras para o exercício da atividade de coleta de OLUC;
- Resolução ANP nº 942/2023: estabelece os critérios e a autorização para a atividade de rerrefino de OLUC.
Ponto de atenção fundamental para o gerador: Não basta apenas contratar um prestador avulso para retirar o óleo. O gerador é civil e administrativamente responsável pela escolha: é indispensável checar se a empresa coletora possui cadastro ativo na ANP, licença de operação ambiental válida e emite o CCO oficial.
O que acontece se a gestão for inadequada?
O descarte incorreto ou a entrega de OLUC para receptores clandestinos configura crime ambiental tipificado pela Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998).
As consequências incluem:
- Autuações e multas pesadas, aplicadas pelo IBAMA, órgãos estaduais (como IMA em SC, IAT no PR, FEPAM no RS) ou secretarias municipais de meio ambiente;
- Interdição de atividades da oficina, posto ou unidade fabril;
- Responsabilização civil e penal dos administradores e responsáveis técnicos da empresa;
- Danos severos à reputação e perda de certificações corporativas (como ISO 14001).
A rastreabilidade proporcionada pelo CCO e pelo MTR é a única salvaguarda jurídica que comprova o cumprimento de todas as obrigações ambientais perante a fiscalização.
Como a Filtroamb pode ajudar?

A gestão adequada do OLUC não termina quando o óleo é retirado do veículo, máquina ou equipamento. Para que o resíduo realmente cumpra seu ciclo de destinação, é necessário que cada etapa seja realizada de acordo com as exigências aplicáveis, desde o armazenamento e a coleta até o encaminhamento para a destinação ambientalmente adequada.
É exatamente nesse processo que a Filtroamb se destaca.
Com vasta experiência na gestão de resíduos e na coleta de Óleo Lubrificante Usado ou Contaminado (OLUC), a Filtroamb realiza a retirada do material diretamente na sua empresa, assegurando seu encaminhamento completo dentro da cadeia regulamentada:
- Frota própria e equipada: Caminhões modernos preparados para sucção rápida e segura, sem sujeira nem riscos operacionais;
- Conformidade regulatória total: Empresa devidamente licenciada pelos órgãos ambientais e autorizada pela ANP;
- Emissão imediata de documentação: Emissão de CCO (Certificado de Coleta de Óleo) e suporte completo ao MTR no SINIR, garantindo auditoria e tranquilidade jurídica;
- Solução integrada: Além do OLUC, realizamos a coleta de filtros contaminados, estopas, EPIs e limpeza técnica de caixas separadoras de água e óleo (CSAO).
Mais do que retirar o óleo, a Filtroamb ajuda a transformar uma exigência legal em um processo controlado, transparente e integrado à rotina sustentável da sua empresa.
Sua empresa gera OLUC ou outros resíduos perigosos?
Fale agora com a equipe de especialistas da Filtroamb e agende sua coleta com total segurança e pontualidade.
Sua empresa gera resíduos?
Fale com nossos especialistas. Cuidamos da coleta à destinação final, com documentação rigorosa e zero risco ambiental.
Leia também
Ver todos os artigos
Como funciona a coleta de óleo usado: O guia completo
Guia prático sobre a logística reversa de Óleos Lubrificantes Usados ou Contaminados, da responsabilidade do gerador até a destinação final.

O que é Resíduo Classe I e por que sua empresa precisa descartá-lo corretamente
Entenda a classificação de resíduos perigosos Classe I, os riscos do descarte irregular e como garantir conformidade ambiental na sua indústria.

Descarte de filtros de óleo, estopas e EPIs contaminados: como fazer corretamente
Saiba como descartar filtros de óleo usados, estopas contaminadas e EPIs industriais de forma legal e segura, evitando multas e danos ambientais.
